{"id":3155,"date":"2023-11-28T14:50:00","date_gmt":"2023-11-28T17:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/?p=3155"},"modified":"2023-11-28T17:15:17","modified_gmt":"2023-11-28T20:15:17","slug":"com-obras-de-yedamaria-mestre-didi-e-heitor-dos-prazeres-megaexposicao-um-defeito-de-cor-em-salvador-revisa-a-historiografia-das-lutas-pela-liberdade-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/2023\/11\/28\/com-obras-de-yedamaria-mestre-didi-e-heitor-dos-prazeres-megaexposicao-um-defeito-de-cor-em-salvador-revisa-a-historiografia-das-lutas-pela-liberdade-no-brasil\/","title":{"rendered":"Com obras de Y\u00eadamaria, Mestre Didi e Heitor dos Prazeres: Megaexposi\u00e7\u00e3o \u201cUm Defeito de Cor\u201d, em Salvador, revisa a historiografia das lutas pela liberdade no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Mostra em cartaz a partir de 6 de novembro, que reabre ao p\u00fablico o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, re\u00fane mais de 350 trabalhos de 100 artistas do Brasil, da \u00c1frica e das Am\u00e9ricas<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image1-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3156\" srcset=\"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image1-300x300.png 300w, https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image1-150x150.png 150w, https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image1-1536x1536.png 1536w, https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image1-2048x2048.png 2048w, https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image1-500x500.png 500w, https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image1-1000x1000.png 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo historiogr\u00e1fico sobre os contextos socioculturais que levaram \u00e0s lutas pela liberdade a partir do Brasil Imp\u00e9rio (1882-1889) e seus desdobramentos contempor\u00e2neos. Esse \u00e9 o enredo da megaexposi\u00e7\u00e3o \u201c<strong>Um Defeito de Cor<\/strong>\u201d, que promove a reabertura ao p\u00fablico do <strong>Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab)<\/strong>, em Salvador, a partir de <strong>6 de novembro, dentro da programa\u00e7\u00e3o do m\u00eas da Consci\u00eancia Negra, e que pode ser visitada at\u00e9 3 de mar\u00e7o de 2024<\/strong>. Resultado da parceria entre a <strong>Prefeitura de Salvador,<\/strong> a <strong>Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira<\/strong> (<strong>Amafro)<\/strong> e a <strong>Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Ibero-americanos para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (OEI) ,<\/strong> com a concep\u00e7\u00e3o original do <strong>Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR)<\/strong>, a mostra \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o do romance liter\u00e1rio hom\u00f4nimo, publicado pela primeira vez em 2006 pela escritora mineira <strong>Ana Maria Gon\u00e7alves<\/strong>, que narra a saga pela liberdade e pela reconstru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria da <strong>Kehinde<\/strong>, personagem da figura hist\u00f3rica <strong>Lu\u00edsa Mahin<\/strong>: a mulher de origem africana, que comprou sua alforria em 1812 e passou a liderar revoltas na Prov\u00edncia da Bahia, m\u00e3e do poeta e abolicionista <strong>Lu\u00eds Gama <\/strong>(1830-1882).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um cl\u00e1ssico moderno da literatura brasileira, adaptado para a mostra cuja autora divide a concep\u00e7\u00e3o com a dupla de curadores do MAR, <strong>Amanda Bonan<\/strong> e <strong>Marcelo Campos<\/strong>, \u201cum defeito de cor&#8221; diz sobre as trajet\u00f3rias de vida dos diferentes grupos \u00e9tnicos em di\u00e1spora e as lutas pela liberdade no Brasil. O termo \u00e9 historicamente um conceito equivocado exigido de libera\u00e7\u00e3o racial comum no s\u00e9culo XIX. Na \u00e9poca, se configurava a racialidade \u00e0s quest\u00f5es positivistas, como se pessoas racializadas, ind\u00edgenas e negras pudessem ter na sua constitui\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica algo que fosse um suposto defeito, como a pouca intelig\u00eancia e a disposi\u00e7\u00e3o ao crime, por exemplo, sem levar em considera\u00e7\u00e3o as quest\u00f5es sociais e pol\u00edticas que cercam cada indiv\u00edduo. A cor era justificativa para aquilo que a sociedade acreditava ser um defeito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A exposi\u00e7\u00e3o investiga a trajet\u00f3ria da protagonista do romance liter\u00e1rio, Kehinde. \u201c\u00c9 o ponto de partida e de encontro de diversas pot\u00eancias negras do nosso povo. Mais um passo na repara\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e na reafirma\u00e7\u00e3o de que Salvador \u00e9 a capital negra fora da \u00c1frica\u201d, argumenta Pedro Tourinho, Secret\u00e1rio de Cultura e do Turismo do munic\u00edpio, sobre a pot\u00eancia narrativa da mostra selecionada para reabrir o importante equipamento museal. \u201cA fic\u00e7\u00e3o se funde com a realidade e abarca tudo que esse espa\u00e7o permeia, numa s\u00edntese do que se define como identidade e cultura afro-diasp\u00f3rica, que dialoga com a verdade do povo desta terra\u201d, antecipa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ambientes expositivos<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 dividida em 10 ambientes<\/strong> que ensaiam os 10 cap\u00edtulos do livro. S\u00e3o <strong>cerca de 370 obras de artes<\/strong>, entre desenhos, pinturas, v\u00eddeos, esculturas e instala\u00e7\u00f5es de <strong>mais de 100 artistas<\/strong> nacionais, entre eles da Bahia, do Rio de Janeiro e do Maranh\u00e3o, e dos continentes africano e americano. A mostra se sobressai ao reunir trabalhos de artistas expoentes da mem\u00f3ria afrodiasp\u00f3rica: colagens da baiana <strong>Y\u00eadamaria<\/strong> (1932-2016) da arte contempor\u00e2nea que transita pelo sincretismo da paisagem marinha e o culto ancestral; esculturas do baiano <strong>Mestre Didi <\/strong>(1917-2013) em troncos de palmeiras e couros, que reimaginam o sagrado e os objetos ritual\u00edsticos das tradi\u00e7\u00f5es de matrizes africanas; e fotografias do nigeriano <strong>Ik\u00e9 Ud\u00e9,<\/strong> que<strong> <\/strong>exalam o poder de personagens africanos. Outros artistas internacionais Dentre os artistas internacionais temos George Osodi, Leonce Raphael Agbodjelou, Lorenzo Dow Turner, Ruth Landes, Ik\u00e9 Ud\u00e9 e Kelani Abass.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>primeiro ambiente<\/strong> expositivo captura os processos c\u00edclicos de vida e de morte pela \u00f3tica da cosmogonia: Kehinde tem a trajet\u00f3ria marcada pela perda dos la\u00e7os familiares a partir do assassinato da m\u00e3e, dos av\u00f3s e dos irm\u00e3os no Benin pr\u00e9-coloniza\u00e7\u00e3o, sendo for\u00e7ada ao tr\u00e1fico transatl\u00e2ntico. A <strong>segunda ala<\/strong> reflete sobre o cotidiano da personagem no Brasil Col\u00f4nia (1530-1822) ao desembarcar na Ba\u00eda de Todos os Santos e percorrer diferentes territ\u00f3rios. O <strong>terceiro espa\u00e7o<\/strong> da mostra retrata a divis\u00e3o do trabalho ao qual os escravizados foram submetidos nos ambientes dom\u00e9sticos, urbanos e rurais, enquanto o <strong>quarto ambiente<\/strong> registra a resist\u00eancia dos negros e os planos de liberdade tra\u00e7ados atrav\u00e9s dos aquilombamentos. A incisiva recusa comunit\u00e1ria ao sistema escravocrata e ao sincretismo das religi\u00f5es praticadas em territ\u00f3rio colonizado s\u00e3o tema do <strong>quinto espa\u00e7o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A eclos\u00e3o de revoltas populares contra a coloniza\u00e7\u00e3o europeia em diferentes prov\u00edncias do pa\u00eds durante o per\u00edodo Regencial (1831-1840), entre as quais \u201cNoite das Garrafadas\u201d (1831), no Rio de Janeiro, a \u201cSabinada\u201d (1837-1838), na Bahia, e a \u201cBalaiada\u201d (1838), no Maranh\u00e3o, s\u00e3o tema do <strong>sexto ambiente<\/strong>. A <strong>s\u00e9tima ala<\/strong> abre espa\u00e7o para as festas afro-religiosas no Brasil, como o \u201cPresente de Iemanj\u00e1\u201d em Salvador, que completou 100 anos em 2023. A <strong>oitava ala<\/strong> aborda as intui\u00e7\u00f5es e os livramentos espirituais em sonhos e trata das moradias improvisadas no Rio de Janeiro e o com\u00e9rcio de crian\u00e7as escravizadas em S\u00e3o Paulo. O <strong>nono espa\u00e7o<\/strong> narra a presen\u00e7a cultural dos Agud\u00e1s, como ficaram conhecidos os africanos libertos que retornaram ao pa\u00eds origin\u00e1rio. No <strong>d\u00e9cimo ambiente<\/strong>, a trag\u00e9dia novamente encontra Kehinde, em que a personagem lida com a morte de seus netos e a perda da vis\u00e3o. Descobre-se, por fim, que a narrativa do livro e da exposi\u00e7\u00e3o abrigam uma carta escrita por Kehinde, para o seu filho Lu\u00eds Gama, enquanto retorna de navio para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expografia \u00e9 assinada pelo artista visual <strong>Ayrson Her\u00e1clito <\/strong>e a arquiteta <strong>Aline Arroyo<\/strong>. &#8220;Trazer a exposi\u00e7\u00e3o &#8216;Um Defeito de Cor&#8217; para Salvador significa retornar \u00e0s ra\u00edzes. O romance de Ana Maria Gon\u00e7alves tem a Bahia como cen\u00e1rio, com suas ruas hist\u00f3ricas e casas coloniais. \u00c9 uma narrativa sobre mulheres fortes que se unem para conquistar a independ\u00eancia financeira e lutar pela liberdade. Al\u00e9m disso, aborda a hist\u00f3ria de uma m\u00e3e em busca do filho desaparecido. Participar da reabertura do Muncab e dialogar com sua valiosa cole\u00e7\u00e3o torna essa exposi\u00e7\u00e3o verdadeiramente \u00fanica. \u00c9 uma homenagem \u00e0 Bahia e \u00e0 incr\u00edvel for\u00e7a de seu povo\u201d, comemora Marcelo Campos, curador da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reabertura do Muncab<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab)<\/strong> ser\u00e1 reinaugurado pela <strong>Prefeitura de Salvador, <\/strong>&nbsp;por meio da <strong>Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) <\/strong>e<strong> <\/strong>a <strong>Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira<\/strong> (<strong>Amafro)<\/strong> com coopera\u00e7\u00e3o da <strong>Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Ibero-americanos para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (OEI). <\/strong>A iniciativa faz parte da programa\u00e7\u00e3o<strong> <\/strong>do projeto \u201c<strong>Salvador Capital Afro<\/strong>\u201d, um reconhecimento municipal \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o dos afrodescendentes para a forma\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o brasileira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Como dizia a educadora soteropolitana, Makota Valdina, \u00e9 preciso ser sujeito dessa hist\u00f3ria e n\u00e3o objeto. As matrizes africanas t\u00eam o papel fundamental na constru\u00e7\u00e3o da identidade brasileira. Entretanto, o que vemos ao longo dos anos \u00e9 que a ignor\u00e2ncia insiste no apagamento dessas contribui\u00e7\u00f5es. O museu \u00e9 um espa\u00e7o de mem\u00f3ria, mas, tamb\u00e9m, \u00e9 um espa\u00e7o de reconhecimento, de reflex\u00e3o e de reconex\u00e3o\u201d, celebra Cintia Maria, Diretora do Muncab. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma rica interse\u00e7\u00e3o entre literatura, hist\u00f3ria e a diversidade da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica afro-brasileira, que contribui para sensibilizar o p\u00fablico sobre a trajet\u00f3ria de importantes l\u00edderes da resist\u00eancia negra no pa\u00eds\u201d, acrescenta a porta-voz.Inaugurado em 2009, o <strong>Muncab<\/strong> se consolidou nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas como um espa\u00e7o de mem\u00f3ria dedicado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o das culturas afro-brasileiras, sendo presidido atualmente pelas gestoras culturais e multiartistas, <strong>Cintia Maria e Jamile Coelho<\/strong>. O museu ocupa cinco pisos de um edif\u00edcio neocl\u00e1ssico centen\u00e1rio, com quase 5.000 metros quadrados, na antiga sede do Tesouro do Estado da Bahia. A cole\u00e7\u00e3o permanente do Muncab \u00e9 composta por <strong>mais de 400 pe\u00e7as<\/strong>, divididas entre arte contempor\u00e2nea, moderna e sacra. S\u00e3o pinturas, esculturas, gravuras, m\u00f3veis, fotografias, objetos diversos e documentos que remontam \u00e0 cultura diasp\u00f3rica nas Am\u00e9ricas. Entre os artistas de reconhecida import\u00e2ncia para a preserva\u00e7\u00e3o dessa mem\u00f3ria que fazem parte do acervo est\u00e3o a gravurista <strong>Y\u00eadamaria<\/strong> (1932-2016) e os escultores <strong>Mestre Didi<\/strong> (1917-2013), <strong>Rubem Valentim<\/strong> (1922-1991), <strong>Emanoel Ara\u00fajo<\/strong> (1940-2022), <strong>Heitor dos Prazeres<\/strong> (1898-1966) e <strong>Agnaldo dos Santos<\/strong> (1926-1962).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sobre a personagem hist\u00f3rica<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lu\u00edsa Mahin desempenhou um papel importante na resist\u00eancia \u00e0 escravid\u00e3o no Brasil durante o per\u00edodo imperial, sendo origin\u00e1ria do Benin, na \u00c1frica. Ap\u00f3s comprar a alforria em 1812, Lu\u00edsa Mahin tornou-se quituteira em Salvador, onde teve o seu filho, o poeta e abolicionista Lu\u00eds Gama. Ela foi articulista das revoltas e dos levantes que sacudiram a ent\u00e3o Prov\u00edncia da Bahia nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX. De seu tabuleiro eram distribu\u00eddas mensagens em \u00e1rabe para clientes que adquiriam os quitutes. Desse modo, esteve envolvida na Revolta dos Mal\u00eas (1835) e na Sabinada (1837-1838). Sua casa foi transformada no quartel general dessas revoltas. Tamb\u00e9m teve passagens pelo Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Maranh\u00e3o, onde, com sua influ\u00eancia, acredita-se que teria contribu\u00eddo para o desenvolvimento do tambor de crioula.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sobre a autora e curadora<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ana Maria Gon\u00e7alves nasceu em 1970 em Ibi\u00e1, Minas Gerais. Publicit\u00e1ria por forma\u00e7\u00e3o, se encantou pela Bahia durante uma viagem para a Ilha de Itaparica, onde morou por cinco anos.\u00a0 Ali, passou a se dedicar integralmente \u00e0 literatura e ao universo cultural da di\u00e1spora africana nas Am\u00e9ricas. Em 2006, se tornou conhecida em todo o pa\u00eds com o lan\u00e7amento do livro \u201cUm Defeito de Cor\u201d, romance que encena em primeira pessoa a trajet\u00f3ria de Kehinde, nascida no Benin, desde o instante em que \u00e9 escravizada, aos oito anos, at\u00e9 seu retorno \u00e0 \u00c1frica, d\u00e9cadas mais tarde, como mulher livre. O livro, que completou 17 anos em 2023, conquistou o importante pr\u00eamio liter\u00e1rio Casa de las Am\u00e9ricas, em 2007.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exposi\u00e7\u00e3o \u201cUm Defeito de Cor\u201d<\/strong><br><strong>Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab)<\/strong><br>Rua das Vassouras, 25 &#8211; Centro Hist\u00f3rico de Salvador<br><strong>Inaugura\u00e7\u00e3o<\/strong>: 6 de novembro de 2023, a partir das 13h<br><strong>Visitas:<\/strong> at\u00e9 3 de mar\u00e7o de 2024<br><strong>Funcionamento<\/strong>: de ter\u00e7a-feira a domingo, das 10h \u00e0s 17h. Acesso at\u00e9 \u00e0s 16h30<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ingressos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; R$ 20 (meia-entrada garantida):&nbsp; a partir de 14 de novembro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; Gratuidade: Todas as quartas-feiras<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: Livre<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostra em cartaz a partir de 6 de novembro, que reabre ao p\u00fablico o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, re\u00fane mais de 350 trabalhos de 100 artistas do Brasil, da \u00c1frica e das Am\u00e9ricas Um estudo historiogr\u00e1fico sobre os contextos socioculturais que levaram \u00e0s lutas pela liberdade a partir do Brasil Imp\u00e9rio (1882-1889) e seus [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3156,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16,253],"tags":[265,266,264],"class_list":["post-3155","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","category-eventos","tag-exposicao","tag-muncab","tag-um-defeito-de-cor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3155"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3155\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3157,"href":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3155\/revisions\/3157"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}