{"id":3327,"date":"2024-12-02T14:47:02","date_gmt":"2024-12-02T17:47:02","guid":{"rendered":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/?p=3327"},"modified":"2024-12-02T14:47:03","modified_gmt":"2024-12-02T17:47:03","slug":"exposicao-entrelaca-o-feminino-sagrada-com-ancestralidade-e-decolonialismo-afro-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/2024\/12\/02\/exposicao-entrelaca-o-feminino-sagrada-com-ancestralidade-e-decolonialismo-afro-brasileiro\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o entrela\u00e7a o feminino sagrada com ancestralidade e decolonialismo afro-brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u201c\u00d2n\u00e1 \u00ccr\u00edn: Caminho de Ferro\u201d, da artista baiana N\u00e1dia Taquary, entra em visita\u00e7\u00e3o no MUNCAB<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<strong>\u00d2n\u00e1 \u00ccr\u00edn: Caminho de Ferro&#8221;<\/strong>, exposi\u00e7\u00e3o individual da artista baiana N<strong>\u00e1dia Taquary<\/strong>, entra em visita\u00e7\u00e3o a partir de 28 de novembro, no <strong>MUNCAB (Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira<\/strong>), em Salvador. A mostra apresenta a complexa conex\u00e3o entre o feminino sagrado e os fluxos da din\u00e2mica da vida. Para tanto a artista elege um tr\u00e2nsito ferrovi\u00e1rio intenso como met\u00e1fora. Linhas de trem se multiplicam em infinitos destinos, perspectivas e encruzilhadas, celebrando a po\u00e9tica do movimento, da comunica\u00e7\u00e3o (Exu) e da tecnologia (Ogum).<\/p>\n\n\n\n<p>Em Iorub\u00e1, \u00d2n\u00e1 \u00ccr\u00edn significa &#8220;caminho de ferro&#8221;, remetendo \u00e0 trajet\u00f3ria de povos africanos para as Am\u00e9ricas e sua resili\u00eancia espiritual inquebrant\u00e1vel. A exposi\u00e7\u00e3o utiliza trilhos em encruzilhadas para simbolizar essa jornada, enquanto esculturas, objetos e videoinstala\u00e7\u00f5es traduzem a po\u00e9tica da artista. Parte da programa\u00e7\u00e3o do <strong>Novembro Salvador Capital Afro,<\/strong> o trabalho \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do <strong>MUNCAB com a Secult (Secretaria de Cultura e Turismo) da Prefeitura de Salvador<\/strong>, concebida pelo <strong>MAR (Museu de Arte do Rio de Janeiro)<\/strong> e correalizada pela<strong> OEI (Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Ibero-Americanos para a Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u1ecc\u0300n\u00e0 Irin<\/em> &#8211; Caminho de Ferro &#8211; elege a espacialidade de um fluxo ferrovi\u00e1rio intenso como met\u00e1fora din\u00e2mica da vida. Linhas de trem se multiplicam em infinitos destinos, perspectivas e encruzilhadas, celebrando a po\u00e9tica do movimento, da comunica\u00e7\u00e3o (Exu) e da tecnologia (Ogum). \u00c9 nesse espa\u00e7o que Exu e Ogum habitam, vivem e se alimentam para que todos os caminhos se abram.<\/p>\n\n\n\n<p>Inserida nesse movimento vital, a mostra homenageia as \u00ccy\u00e0mi Aje, figuras m\u00edticas que representam o poder feminino. Associadas a deidades como Iemanj\u00e1 e Oxum, essas entidades s\u00e3o evocadas para discutir empoderamento da mulher nas sociedades pr\u00e9-coloniais africanas e na di\u00e1spora.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro destaque da mostra, veiculado ao universo feminino negro, s\u00e3o as joalherias afro-brasileira (arbitrariamente conhecida como &#8220;joia de crioula&#8221;), como os balangand\u00e3s, adornos robustos que carregam o metal em sua composi\u00e7\u00e3o, usados por mulheres negras no Brasil colonial, em especial na Bahia. Essas pe\u00e7as simbolizam poder, resist\u00eancia, identidade e espiritualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A arquitetura expositiva, assinada por Gisele de Paula, utiliza os trilhos da instala\u00e7\u00e3o da artista para evocar o movimento e a tecnologia. Linhas f\u00e9rreas repetidas sugerem uma jornada infinita de lutas e resili\u00eancia negras. Esculturas de mulheres aladas e sereias, como a representa\u00e7\u00e3o de Iemanj\u00e1, refor\u00e7am a conex\u00e3o dos poderes femininos com os ancestrais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Demanda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com um p\u00fablico crescente desde sua reinaugura\u00e7\u00e3o em 2023, o MUNCAB recebeu mais de 200 mil visitantes, consolidando-se como um dos museus mais visitados do Brasil. \u201cEssa demanda por representatividade nos espa\u00e7os museais evidencia a valoriza\u00e7\u00e3o do mercado por produtos e narrativas que ecoem identidades negras, respondendo a uma economia que, cada vez mais, busca autenticidade\u201d, reflete <strong>Cintia Maria<\/strong>, diretora-geral do MUNCAB.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo <strong>Pedro Tourinho<\/strong>, Secret\u00e1rio de Cultura e Turismo, a exposi\u00e7\u00e3o fortalece o setor tur\u00edstico e beneficia empreendedores negros, integrando cultura e economia. &#8220;\u2019\u00d2n\u00e1 \u00ccr\u00edn\u2019 celebra o ax\u00e9 e a rever\u00eancia que Salvador dedica aos seus artistas, evidenciando a riqueza cultural que oferecemos ao nosso povo e aos nossos turistas&#8221;, comemora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a artista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A<strong> <\/strong>artista pl\u00e1stica baiana<strong> N\u00e1dia Taquary<\/strong> \u00e9 aclamada por sua linguagem est\u00e9tica que celebra a ancestralidade afro-brasileira e a cultura de resist\u00eancia do povo negro. Com uma t\u00e9cnica singular que mescla escultura e simbolismo, suas obras utilizam materiais como madeira, cordas e metais, remetendo a ornamentos e tradi\u00e7\u00f5es do candombl\u00e9. Taquary cria tran\u00e7ados, colares e formas que evocam elementos de poder e prote\u00e7\u00e3o, inspirados nos adornos e s\u00edmbolos das religi\u00f5es de matriz africana. Cada pe\u00e7a, cuidadosamente moldada, assume uma dimens\u00e3o ritual\u00edstica e narrativa, reafirmando a arte como espa\u00e7o de mem\u00f3ria e identidade afro-brasileira. Seu trabalho j\u00e1 foi apresentado no MUNCAB (Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira, 2023), MAR (Museu de Arte do Rio, 2014), na SP-Arte (2016), na Arte Rio (2015), na III Bienal da Bahia (2014) e na Galerie Agn\u00e8s Monplaisir (Paris, 2016). \u00c9 parte de diversas cole\u00e7\u00f5es particulares no Brasil e no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o MUNCAB<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>MUNCAB (Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira)<\/strong> \u00e9 um importante centro de preserva\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o da cultura afro-brasileira, diasp\u00f3rica e africana nas Am\u00e9ricas, sediado na cidade de Salvador, posicionada como a capital afro do mundo. O equipamento tem um papel fundamental no di\u00e1logo e interc\u00e2mbio das artes contempor\u00e2neas entre os pa\u00edses africanos e o Brasil. \u00c9 gerido pela AMAFRO (Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira), uma institui\u00e7\u00e3o de direito privado sem fins lucrativos, reconhecida como Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil de Interesse P\u00fablico (OSCIP), fundada em 15 de mar\u00e7o de 2002.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SERVI\u00c7O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>EXPOSI\u00c7\u00c3O \u201c\u00d2N\u00c1 \u00ccR\u00cdN: CAMINHO DE FERRO\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Local:<\/strong> MUNCAB (Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira) &#8211; Rua das Vassouras, 25, Centro Hist\u00f3rico de Salvador, Bahia<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estreia:<\/strong> 28 de novembro de 2024, \u00e0s 13h<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Encerramento:<\/strong> 23 de mar\u00e7o de 2025<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Visitas:<\/strong> Ter\u00e7a a domingo, das 10h \u00e0s 17h (acesso at\u00e9 \u00e0s 16h30)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ingressos:<\/strong> R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pagamento:<\/strong> Cart\u00f5es de d\u00e9bito e cr\u00e9dito, PIX e boleto banc\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gratuidade:<\/strong> Quartas-feiras e domingos<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> (71) 3017-6722 e<a href=\"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/\"> museuafrobrasileiro.com.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: Livre<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c\u00d2n\u00e1 \u00ccr\u00edn: Caminho de Ferro\u201d, da artista baiana N\u00e1dia Taquary, entra em visita\u00e7\u00e3o no MUNCAB &#8220;\u00d2n\u00e1 \u00ccr\u00edn: Caminho de Ferro&#8221;, exposi\u00e7\u00e3o individual da artista baiana N\u00e1dia Taquary, entra em visita\u00e7\u00e3o a partir de 28 de novembro, no MUNCAB (Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira), em Salvador. 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