{"id":73,"date":"2014-08-08T08:32:59","date_gmt":"2014-08-08T11:32:59","guid":{"rendered":"http:\/\/ohyalab.com.br\/index.php\/2014\/08\/08\/um-manifesto-de-resistencia-cultural\/"},"modified":"2021-05-16T23:59:19","modified_gmt":"2021-05-17T02:59:19","slug":"um-manifesto-de-resistencia-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museuafrobrasileiro.com.br\/index.php\/2014\/08\/08\/um-manifesto-de-resistencia-cultural\/","title":{"rendered":"MUNCAB &#8211; Um Manifesto de Resist\u00eancia Cultural"},"content":{"rendered":"<p>Cultura \u00e9 um processo cont\u00ednuo, din\u00e2mico e transformador. Com esse conceito foi poss\u00edvel sair das ru\u00ednas para uma processo hist\u00f3rico e criativo, pois mesmo sem concluir as obras de instala\u00e7\u00e3o, o Muncab j\u00e1 realizou dezenas de eventos culturais e educativos, como oficinas, exposi\u00e7\u00f5es, inclusive a internacional \u201cO Benin Est\u00e1 Vivo Ainda L\u00e1\u201d, \u201cMestre Didi, o Escultor do Sagrado\u201d, \u201c A revolta de B\u00fazios\u201d, \u201cCavalo de Santo\u201d \u00a0e ainda \u00a0homenagens especiais a Maria de S\u00e3o Pedro e \u00a0grandes figuras da Cultura Afro Brasileira, na exposi\u00e7\u00e3o comemorativa do Ano dos Afro Descendentes, idealizado pela ONU.<\/p>\n<p>Como projeto complexo, o MUNCAB avan\u00e7ou n\u00e3o s\u00f3 nas obras de reforma, como tamb\u00e9m na constitui\u00e7\u00e3o de um significativo acervo, com mais de 200 pe\u00e7as e documentos, que agora se ampliam com a doa\u00e7\u00e3o de \u201c7 Cabe\u00e7as de Orix\u00e1s\u201d, \u00a0do artista pl\u00e1stico Antonio Miranda.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o conceito de fazer cultural que revolucionou o pensamento e a arte brasileira. Com a id\u00e9ia de vincular aos processos inventivos da cultura popular brasileira, cultura da car\u00eancia, da inven\u00e7\u00e3o e da tradi\u00e7\u00e3o de sua matriz africana e ind\u00edgena. Cultura que tornou poss\u00edvel a for\u00e7a tel\u00farica e social da nossa poesia e da m\u00fasica popular brasileira, da Semana de Arte Moderna, dos movimentos culturais negros, da Bossa Nova, do Cinema Novo, do Centro Popular de Cultura e do Tropicalismo.<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o as matrizes do Muncab, assim como criadores e pensadores como Milton Santos, Teodoro Sampaio, Grande Otelo, Carolina de Jesus, Batatinha e muitos outros. E aqui estamos nessa estrada da liberdade, reabrindo nossas portas, com fidelidade aos valores de uma cultura que se construiu e libertou, contra adversidades, inclusive da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>Estamos vivos. \u00a0Criando, como resposta aos que apostaram na desconstru\u00e7\u00e3o, determinados a enfrentar os que ainda fazem da cultura afro brasileira ambiente de oportunismo fisiol\u00f3gico que desrespeita nossos ancestrais.<\/p>\n<p>Quatro exposi\u00e7\u00f5es bel\u00edssimas respondem a esses anos silenciosos e dif\u00edceis, demonstrando que a id\u00e9ia e obra do MUNCAB conquistou mais adeptos e amigos que fortalecem, como pessoas, artistas, empresas e homens p\u00fablicos a meta de tornar o MUSEU NACIONAL DA CULTURA AFRO BRASILEIRA um museu p\u00fablico e federal.<\/p>\n<p>Temos o prazer de dar continuidade \u00e0s obras e reabrir mais uma vez as nossas portas com as exposi\u00e7\u00f5es: \u201cArte e Hist\u00f3ria da Cultura Afro Brasileira\u201d; \u201cSete Cabe\u00e7as de Orix\u00e1s\u201d; \u201cPop Esporte Clube e suas Torcidas Organizadas\u201d, \u201cBarbosa, Um goleiro no Imagin\u00e1rio Popular\u201d. Luta cont\u00ednua e processual contra a ignor\u00e2ncia e o preconceito, pela cultura, arte e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultura \u00e9 um processo cont\u00ednuo, din\u00e2mico e transformador. 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