Quarup

Edval Ramosa

2011

Arte Contemporânea

Materiais: PVC, areia colorida, chumbo, búzios, cristal, osso, vidro e sementes.

Dimensões: 151x31x32,5 cm

Pintor e escultor. Atuou como integrante do Batalhão Suez no Egito em 1962, visitando também países europeus. No ano de 1964, fixou residência em Milão, onde trabalhou com Pomodoro, Fontana e Baj e realizou, em 1965, sua primeira exposição individual. De volta ao Brasil em 1974, estabeleceu-se em Cabo Frio/RJ. A partir de 1965, participou de mostras coletivas (na Itália, na Inglaterra e na Lugoslávia) e realizou exposições individuais na Itália, Austrália, Bélgica e em diversas cidades brasieleiras. A principio, influenciado por artistas europeus e norte-americanos, praticou um estilo construtivista, com jogos ópticos e referências à visualidade urbana e usando materiais como madeira esmaltada, aço inoxidável e acrílico. A partir da década de 1970, estabeleceu um diálogo com a estética indígena brasileira (sendo o próprio artista de ascendência indígena), passando a empregar materiais como palha, peles, plumagens, miçangas e bambus. Roberto Pontual afirmou que “o refinamento, a elegância e o asseio tecnólogico de antes se fundiram, agora, a um contraponto ritualístico […], Passado e presente, arcaísmo e civilização, tribo e cidade ali novamente se reagrupam.” Para Jaime Maurício, “consciente de que o índio brasileiro utilizou em sua atividade artística recursos e inspiração comuns à arte de outros povos – funcionalidade, simetria, ritmo, respeito às peculiaridades dos materiais usados – Ramosa sabe que pode mostrar-se indianista sem rejeitar o que há de mais sofisticado em sua experiência européia[…] Sem lançar manifesto antropofágico. Edival Ramosa faz um campeão do arsenal ritmico, mágico, cromático e místico da cultura afro-indianista de sua terra e de seu sangue, apresentando-o numa aura que confere a este arsenal plena criculação universal”.